Caldo de ossos é um superalimento?
Depende do que você chama de superalimento. Uma conversa sobre composição, mecanismos e o limite das evidências.
Depende do que você chama de superalimento.
Se “superalimento” significa um alimento com composição interessante, história culinária longa e uso prático dentro de uma rotina, o caldo cumpre bem esse papel.
Se significa um alimento capaz de curar, prevenir doenças, regenerar articulações ou desinflamar o organismo, então não — e nenhum alimento cumpre isso.
O que o caldo tem: proteína e aminoácidos provenientes dos tecidos utilizados no preparo, gelatina formada a partir do colágeno, sabor construído em horas de cozimento e a praticidade de estar pronto no freezer.
O que a ciência tem investigado: mecanismos ligados a aminoácidos como glicina e prolina, componentes relacionados a tecidos conjuntivos e a relação entre intestino, imunidade e metabolismo ósseo. São linhas de pesquisa interessantes.
O que ainda falta: ensaios clínicos robustos, feitos em humanos, testando o consumo de caldo de ossos especificamente. Sem isso, várias promessas encontradas na internet simplesmente não têm base.
Existe também a variabilidade: cada preparação é diferente, o que dificulta generalizar resultados de um caldo para todos os caldos.
Talvez o caldo não precise ser um superalimento para ser uma boa comida.
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